sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Estrela brilhante, ainda que distante!

Havia um tempo que eu o conhecia. Achava que o conhecia. Ele era meu amigo. O meu melhor amigo. O meu cúmplice. Meu aliado. O meu confidente. Éramos inseparáveis, e ele possuía uma luz diferente em si, que brilhava e iluminava. Estávamos sempre juntos. Eu o via todos os dias e odiava quando ele ia embora pela manhã. Os fins de semana eram sempre a melhor parte, pois eu sabia que naqueles dois dias ele estaria ali. Ali, comigo. E de alguma forma, mesmo que não o visse o tempo todo, eu me sentia protegida. Era o meu amigo. Ele era incrível.

  Mas o tempo passou... as coisas mudaram. O fim de semana não tem mais aquele gosto doce de muito amor que costumava ter.  Aquele que eu conhecia foi morar longe. O meu melhor amigo se mudou. O meu cúmplice foi embora sem deixar recado. Meu aliado abandonou as alianças. Meu confidente não estava por perto para me escutar. Aquela luz, pouco a pouco, foi se afastando. De pouco em pouco, de grão em grão... escuridão. Apagou. E eu tinha tanto pra dizer. Eu tenho tanto pra dizer, mas ele está tão longe. Tão longe de mim. Quem poderia imaginar? Ele estava sempre tão perto. Sempre tão próximo. Tão perto e tão longe. Tão próximo e tão distante. E às vezes me pergunto como posso viver sem ele. Dói tanto olhar para o lado e ver que, embora ele esteja ali fisicamente, não sinto mais a alma dele. Não sinto mais o coração bater próximo ao meu. De repente tudo mudou. De repente os tempos mudaram sem pedir licença, passagem e nem perdão. Era o meu melhor amigo. É o meu melhor amigo, ainda que perdido. E eu queria que de alguma maneira ele soubesse disso. Queria voltar no tempo só para olhar nos olhos dele mais uma vez. Como nos velhos tempos. Poder abraçá-lo e em seu abraço encontrar refúgio. Abrigo. Conforto. Amor.  No tempo em que eu era feliz e não sabia. No tempo em que eu era pequena e em seu colo me aninhava e ali dormia. E sorria. E vivia. O mundo era tão fácil. O mundo era tão belo. E era tudo tão perfeito. Hoje só restam umas fotografias guardadas numa caixinha que conservo dentro da gaveta e do coração. Hoje eu sinto saudade daquilo que foi dito. E principalmente do que não foi. Saudade de quando a única distância era uma porta e um pequeno corredor. Saudade de todos os escritos, desenhos, páginas e livros. Saudade do meu amigo. Tão perto, mas tão longe. Eu queria que ele soubesse que hoje eu sei. Sinto saudade. Sentimos saudade. E mesmo que ele negue, não queria e mais uma vez renegue, sinto que ele sente. Aquele sorriso indeciso um pouco escondido porém presente nunca mente. E como ele sempre diz e há de sempre dizer: "Um dia estaremos juntos novamente".

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