“Se uma árvore cai na floresta e não há ninguém por perto para ouvir, haverá barulho?"
Na última vez em que se viram, ele a deixou com aquele seu típico sorriso de meia boca, tipinho cafajeste, e disse que voltariam a se ver. Ela sabia que aquelas mesmas palavras já tinham sido ditas para muitas outras, mas engoliu toda a raiva efêmera e ficou em silêncio. Olhou-o por um tempo e só conseguiu pedir pra que ele não sumisse da sua vida. Foi embora pensando no quanto ela pertencia a ele, e no quanto ele não percebia isso. Ou talvez percebesse. Mas não importava, porque ele não pertencia a ela. E ela sabia disso. Ele só a queria no escuro, só enquanto pudesse vulgarizar esse amor. Mas quando as luzes acendiam, lá estava ele com outra. E lá estava ela de novo, sozinha, tentando escrever prosa onde só cabiam simples versos.

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